Quero Maternizar

A cada dia experimento um pouco mais a Maternidade e nesse processo tenho entendido que ser mãe é querer, acima de qualquer outra coisa, a plenitude na vida do filho.

Maternizar pode ser traduzido como gravar no inconsciente do seu filho que ele está seguro. Seguro para crescer, errar, para acertar,  viver, se entristecer, etc .

Amor não é garantia de nada. Eu tenho uma responsabilidade e por isso preciso, buscar me conhecer mais à cada dia, elaborar os conflitos e equilibrar as emoções para nunca permitir uma comunicação falha, que gere culpa, que fira, que deprima ou que limite … não posso me permitir deixar nela marcas irreversíveis que talvez eu nunca vá percebê-las e reconhecê-las, nem repará-las.

Quero dar o Amor Certo e o limite necessário.

Quero que a felicidade dela esteja sempre acima da minha mesmo que isto me exija abandonar o egoísmo e a inconsequência para que à cada etapa eu consiga dar o meu melhor.

Vou buscar ser sempre o mais feliz que puder, pois assim garantirei não lançar sobre ela nenhuma das minhas frustrações.

Preciso cuidar de mim. Ela precisa de mim ou talvez eu dela, no entanto quero ser MUITO SAUDÁVEL pois preciso estar viva por muitos anos para acompanhá-la.

Quero estar presente quando ela tiver sonhos engraçados, pois vou sempre querer ouvi-los. Quero que ela livremente fantasie suas idéias infantis.

Quero conhecer seu primeiro amor e acreditar com ela que ele será o ultimo e o mais intenso, porque os sentimentos dela serão sempre sagrados.

Quero entender seus motivos, quando na rebeldia necessária da adolescência, ela ficar enfurecida e me julgar uma chata, pois vou trabalhar para que ela se sinta segura para expressar suas opiniões. O respeito se ensina de outras formas.

Quero orientá-la na decisão da graduação e que carreira seguir, respeitando suas escolhas e sugerindo caminhos, pois eu estarei sempre atenta às suas aptidões e talentos.

Quero estar disposta à acompanha-la nas provas de atletismo, ou nas consultas médicas, pois mesmo sem o intuito de ser sua melhor amiga, porque mãe ocupa outro papel, quero que ela saiba que me tem Sempre que precisar.

Quero festejar ardentemente suas conquistas. Por menor que sejam elas serão reconhecidas.

Quero estar presente nos momentos em que a minha opinião e aprovação forem necessárias. Com toda a minha sinceridade eu as darei, pois nos comunicamos não só com palavras e ela saberá se eu mentir.

Quero e devo estar presente nos momentos em que suas atitudes exigirem correção. Preciso percebê-las por mais sutis que sejam, pois o caráter se forma nos detalhes.

Quero estar presente quando ela fizer escolhas erradas, pois preciso orientá-la sem nunca me esquecer que ela precisará se sentir segura. E que ficar lembrando que eu já havia dito que não daria certo, só servirá para gerar culpa e nada mais.

Quero dar bronca. Sempre pelas atitudes dela e jamais julgá-la pelas tais. Eu sou a responsável pela formação da sua auto-estima, portanto preciso deixar claro, por exemplo, que ela precisa prestar mais atenção para resolver as tarefas de casa e jamais dizer que ela é burra por não conseguir fazê-los com sucesso.

Quero estar presente quando ela estiver triste. Como eu quero. Sem precisar perguntar nada, quero apenas acalentá-la.

Quero estar presente quando ela se sentir sozinha. A solidão fere a alma. Sei que a rotina não irá permitir que eu esteja lá em todos os momentos. Isto é bom para ensiná-la também a lidar com os problemas sozinha, mas quero sempre voltar, pois é necessário para sua saúde emocional que ela se sinta segura e amparada.

Quero estar presente sempre que ela adoecer, pois com bom ânimo vou apresentá-la uma forma suave de encarar doenças para que ela as passe quase que imperceptivelmente. As coisas têm sempre o grau de importância que damos à elas.

Quero estar presente em todos os momentos que ela precisar conversar, pois quero estimulá-la a falar de seus sentimentos, medos, emoções, etc. Isto me deixará mais próxima dela e a deixará mais distante de doenças.

Quero ser sua cúmplice. As vitórias dela vou repartir com os outros, mas os fracassos ela confiará que ninguém saberá, pois quando expomos a nossa vida, damos ao outro a liberdade de julgar, se intrometer e muitas vezes gerar um grande problema. A vida dela será o meu maior tesouro.

Quero estar presente quando ela se casar e formar sua própria família. Me esforçarei para que ela crie os vínculos necessários e “corte o cordão umbilical”, pois a família dela precisará disso. Precisará que ela pertença à eles e dê início a um novo ciclo, por mais doloroso para mim que isso possa ser.

Quero estar lá quando vier um bebê. E torço muito para que venha. Pois por toda a gestação tentarei fazê-la entender acerca da mudança que sua vida terá e que acima de tudo ela poderá contar comigo.

Farei questão de amá-la ainda mais, pois ela estará há um passo de conseguir entender o porquê foi tão necessário para mim estar presente em toda a vida dela.

Ela vai enfim entender o meu amor.

Ela PRECISA SER FELIZ. Esta foi a missão que Deus me deu. E irei cumprí-la Majestosamente.

Eis-me aqui Senhor. Que eu esteja sempre motivada a me conhecer, humilde para reconhecer tudo o que preciso mudar e corajosa para pedir ajuda se necessário. O restante, sei que meu AMOR se encarregará de conseguir.

AMO DEMAIS ESSA VOCAÇÃO.

Alessandra Sassá

Perdas Necessárias

Você já parou para pensar nas situações de convívio as quais você sente uma angustia sem conseguir identificar a origem? Já se sentiu preso a uma dinâmica onde você é obrigado, mesmo que inconscientemente a agradar alguém?

No decorrer da nossa história experimentamos diversas relações. Há aquelas superficiais, no sentido de não ter formação de vinculo afetivo, há as que matemos por nos fazer muito bem, há as que já não existem mais e há também as que precisam ser trabalhadas.

Dentro da família, quando ainda criança, somos moldados e influenciados acerca das dinâmicas já existentes na casa e a partir daí, construímos nossa forma de ver a vida, de enfrentar os problemas e de definir aquilo que muitas vezes é chamado de “Personalidade”.

As pessoas com as quais estabelecemos vínculos profundos são as que mais influenciam na formação da nossa conduta e características emocionais. E se houver alguma disfunção, por menor e mais imperceptível que seja, ela irá trazer consequências em nossa vida adulta.

Há vínculos que nos escravizam, tornando-nos reféns de uma dinâmica de imposições não verbalizadas, dívidas subjetivas, culpas desnecessárias, enfim, há vínculos que trazem ansiedade e sofrimento e que precisam ser trabalhados.

Podemos estar sofrendo os sintomas dessa relação disfuncional, sem percebê-los, pois temos o costume de romantizar algumas relações, nos cobrando a obrigatoriedade de fazer o outro feliz e de se sentir feliz com este convívio.

Descobrir que algumas dinâmicas dos vínculos vividos estão na verdade nos escravizando, ao invés de nos transmitir vida ou segurança como imaginávamos, é um processo extremamente doloroso, mas que nos permite entender as motivações de muitas das nossas escolhas bem como o gatilho de muitas das nossas angústias. É libertador.

Na grande maioria das vezes, há muito amor envolvido. Seja daquele que escraviza, quanto do escravizado. Porém, sutilmente e quase imperceptível é adotado uma dinâmica incoerente.

Deixar de fazer parte disto, é um passo importantíssimo para o crescimento e liberdade emocional. Há casos em que o rompimento da relação é necessário, em outros a pessoa relacionada jamais deixará de ser importante e especial, porém a relação deverá sofrer apenas algumas mudanças para que a vida seja mais plena e feliz.

A partir daí, tudo vai tendo outra direção. Com o coração livre você se torna mais forte e mais feliz, pois deixa de ser sabotado pela dependência emocional e aprende a se defender das atitudes muitas vezes manipuladoras.  As dívidas subjetivas vão deixando de existir, as culpas também, você passa a ter liberdade de escolha.

As relações saudáveis existem quando existe uma troca real. Existe apoio, amizade, interesse e um colinho no momento que mais precisa de uma força. Não deve haver atitudes manipuladoras e opressoras, nem disputa ou desqualificação, mas pessoas que se querem bem, que explicam sentimentos, que se comunicam e se respeitam. Pessoas que não se culpam.

Esta troca equilibrada entre ceder e requisitar, dar e receber afeto e atenção nos aproxima de modo saudável das pessoas que nos cercam sem corrermos o risco de criar vínculos destrutivos.

Se há um desiquilíbrio nesta troca, este vínculo precisa ser reavaliado. As emoções estudadas e levadas a sério pois corre-se o risco de desperdiçar uma vida toda gastando energia com sentimentos que não te constroem e por vezes te desqualificam.

Esteja sempre atento aos vínculos que você cria, aos que deve trabalhar e àqueles que você deve abandonar.

Afinal, viver é uma arte que precisamos desenvolver dia a dia, sendo fiel às emoções, buscando desvendá-las, eliminando o que faz mal, colocando limites e Sendo Muito Feliz.

Alessandra Sassá

À espera desse Encontro

A mulher passa toda sua vida à espera de encontros. Encontrar-se consigo, encontrar um bom marido, encontrar sucesso, encontrar satisfação pessoal e profissional. No entanto a maternidade vem de encontro, mesmo que inconscientemente, aos anseios mais íntimos e primitivos do coração de uma mãe, trazendo a certeza de que todo o percurso direcionava à um encontro que a completaria para sempre.

Quem é mãe, sem muito pensar, traduz facilmente a frase acima, pois já experimentou a plenitude que essa experiência nos traz.

Desde a descoberta de uma vida no ventre (seja esta gravidez planejada ou não), a vida passa a ter um outro sentido, pois inicia todo um processo de descobertas acerca de si mesma e da vida. Nesta fase da Expectativa, será refletido com outro peso as responsabilidades assumidas até agora e as que deverão ser assumidas à partir de agora. Medos, alegrias, desejos e anseios. As questões mal resolvidas podem vir à tona, escolhas erradas, traumas de infância e carências emocionais também. Tudo isso e muitas outras emoções são experimentadas em todo o processo de gestação.

Sortuda a mulher que tem um parceiro Maduro e que compreende essa fase, pois apesar de ser um marco na vida de toda família, na mulher há também a carga hormonal que intensifica tudo o que está sendo experimentado.

Quando o bebê enfim nasce, logo nos primeiros dias, vive-se a fase de Desapego. Desapego de tudo o que você construiu para si. Não há tempo para o companheiro, o corpo que foi cultivado muda de forma e muitas vezes traz consigo marcas que jamais sumirão, o sono por uma noite inteira é declarado impossível, a simples escolha de em que horário você quer comer ou quando quer tomar um banho, não são mais escolhas suas. Você não se possui mais.

Muitas vezes é inevitável passar com angústia esses dias. Todos os hormônios ainda estão lá, agora com mais força, para ajudá-la a olhar os acontecimentos e sentí-los de uma forma ainda mais sensível.

Me lembro de questionar, porque ninguém havia me contado que era assim. Ou teria algo de errado comigo? Por que eu tinha tanta vontade de chorar?

Na verdade, não havia nada de errado comigo.  Muitas mulheres definem esses primeiros dias e meses como uma experiência traumática. Não é difícil também encontrar pais participativos que se angustiaram também. Há muito amor pela vida que foi gerada e que agora faz parte da família, no entanto é difícil entender a necessidade de renunciar as coisas que sempre te trouxeram alegria, por mais simples que fossem, como dar uma volta no shopping ou fazer as unhas.

Felizmente o tempo passa, os hormônios se equilibram e vamos nos adaptando ao mesmo passo que o bebê começa a ser mais independente e todo o desapego de nós mesmos, abre um espaço para ser ocupado pelo sentimento mais sublime que alguém poderia experimentar. É a fase do Encontro.

Como pode existir um sentimento assim? Existe alguma coisa ainda mais intensa que amor para definir o que estou sentindo? MEU DEUS!!!  Era Isso… Era Isso… O que ouço as mães dizerem é verdade. Eis o Amor de Mãe. Na verdade, penso que cada mãe acredita que ama o filho mais que todas as outras.

Somos preenchidas por um sentimento sem medidas. Algo que nos retira os limites e quaisquer tentativas de explicação. A vida passa a ser experimentada com mais intensidade, com mais sabor, nos transformamos em uma nova e feliz mulher. Passamos a nos sentir mais fortes e seguras, mais bonitas e completas e a cada dia, cada mês, reafirmamos isso e temos a certeza de que tudo valeu a pena.  Entendemos para que fomos criadas por Deus.

Trazemos nossa própria mãe ao coração e passamos a entender muita coisa acerca desse amor. Nasce também um sentimento de muita gratidão e satisfação por ter sido tão amada.

A necessidade de ser Mulher ainda existe. O desejo de se sentir feminina, ter momentos individuais e continuar a busca pela ascensão profissional também, mas NADA é mais importante que a garantia de estar dando o seu melhor à esse amor. Nada se compara a chegar em casa e ser recebida com um belo sorriso de alegria de alguém que você esperou o dia todo. Ter a tranquilidade que seu amor está alcançando o coração deste bebê, que crescerá de forma saudável, se sentindo cuidado e amado e que se transformará em um adulto seguro pois teve um “porto seguro” que lhe forneceu com grande eficácia, tudo aquilo que um ser humano precisa para ser Feliz.

Você se torna muito mais forte e produtiva para executar todas as coisas que se tornaram necessárias, mas sua melhor  energia, seu foco principal, e seu momento de maior prazer, é estar com essa pessoa que lhe propiciou tudo isso e que fez sua vida se transformar profundamente.

A plenitude que traz a maternidade, nos dá a certeza em dizer: Eu esperei a vida inteira por isso. Eu esperei a vida inteira por você.  De todos os meus encontros, este sem sombra de dúvidas, foi o que realmente me completou.

Alessandra Sassá

Tirando proveito das Diferenças

Tendo alguém tão diferente ao nosso lado, temos a oportunidade de rever tudo aquilo que em nós é desajustado. E com o decorrer do tempo, vamos conseguindo tocar na verdade das Muitas coisas que em nós precisa ser lapidado.

Personalidade, Temperamento, Traumas, Aprendizagens, etc. Tudo isso faz de nós quem somos e determina como agimos diante das circunstâncias.

Alguém que tenha crescido na presença de pais que brigavam muito pode se tornar um adulto que não se abre a conversas pelo receio de se transformar em uma briga , como pode ter a postura de brigar insistentemente por qualquer coisa.

Da mesma forma se alguém cresceu em um lar onde não era permitido expor opiniões e desejos, seja por ter tido pais opressores ou pais manipuladores, tendencialmente será um adulto que se cala na tentativa de conversar pois não expões as verdadeiras emoções ou pode se tornar alguém que mente para não decepcionar. Mente para agradar. Pois expor um sentimento, quando vai em desacordo com a expectativa do outro, traz o medo da culpa ou da agressão (física, moral ou psicológica).

Apesar de parecerem situações corriqueiras, as emoções citadas acima estão presentes em Muitos dos lares, sem que tomemos consciência deles e impactuam a qualidade das nossas relações sem que percebamos.

Derrepente bate a vontade de se separar e muitas vezes nasce no coração uma grande dúvida se ainda existe Amor.

O autoconhecimento que permite tornar consciente essas emoções é algo essencial para a saúde do relacionamento, bem como para a nossa maior satisfação pessoal. E o casamento é uma ferramenta Maravilhosa para que possamos perceber, entender e mudar nossas posturas primárias que muitas vezes não fazem bem nem a Nós mesmos.

Não se trata apenas de melhorar para o outro, mas de melhorar para Nós mesmos.

E a beleza está na diferença!  Seria estagnante, paralisante e Chato se casar com alguém igual a você. É tão importante  discutir idéias, posturas e sentimentos. Da mesma forma que é tão interessante descobrir exageros, fantasmas, neuroses, e manias. E é, sem sombra de dúvidas, prazeroso demais desvendar atitudes e reconhecer o erro.

Aí está um grande passo para o sucesso de uma relação. Perceber que uma crítica não é uma ofensa, mas um ótimo material para se trabalhar em conjunto, faz com que cada um se torne responsável pelo outro. Existe algo a ser trabalhado. Vamos Juntos! Amar é uma atitude que diz: “Sou casado com você e escolho lutar por seus interesses”.

Daí nasce a cumplicidade, a confiança, pais saudáveis e nasce também filhos saudáveis. Daí nasce o CASAMENTO. E em alguns casos é somente depois dessa decisão de construir algo maior, que nasce também o amor.

Esse compromisso mútuo exige honestidade emocional e respeito com o “sagrado” que é partilhado pelo outro.

E à cada dia, se aventurando nesse caminho que é SE CONHECER, vamos experimentando a preciosidade do outro e a riqueza da união.   Será praticamente impossível deixar de amar.

AMO DEMAIS ESSA VOCAÇÃO.

Alessandra Sassá

O Poder da Fidelidade

Na sombra da incerteza depositamos uma postura que transforma nosso relacionamento, tornando-nos Seguros.

Fidelidade exige, além de um “Bom Berço”, uma disposição interna de se doar pelo relacionamento, mesmo na insegurança de estar caminhando só. É após essa primeira decisão, a de ser fiel, que a relação inicia seu processo de maturidade.

É capaz de ser fiel aquele que entendeu o propósito.  Pois quando há amor, duas pessoas por mais diferentes que sejam, elaboram as diferenças e olham para o mesmo sentido, pois buscam o mesmo fim.

A fidelidade é fruto do interesse, sendo assim, só o vive quem quer construir algo maior, quem está disposto a criar um forte vínculo, quem vê no outro alguém capaz de o completar, quem espera adquirir um grande cúmplice, quem busca alguém que lhe construa e fortaleça, que “mate os seus fantasmas”, alguém que lhe dê segurança e liberdade, lhe dê prazer, alguém que lhe faça VIVER. Mas principalmente, é capaz de ser fiel aquele que quer ser tudo isso para o outro, pois Fidelidade é sinal de entrega.  ENTREGUE-SE sem medo!

Alessandra Sassá