Atenção, pai: 20 coisas que sua filha pequena gostaria que você soubesse

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Este é uma cópia do link http://www.brasilpost.com.br/tara-hedman/pai-filha-pequena_b_5090740.html, mas que de tão apaixonante e IMPORTANTE, resolvi postá-lo aqui.

 

Estou passando a manhã esperando o meu carro ficar pronto na oficina. Quatro mecânicos e eu estamos inalando o cheiro de pneus e fumaça de escapamento enquanto uma encantadora fadinha saltita sem parar ao redor do seu papai. Ela senta no colo dele, dá risadas, se vira e depois vai rodopiar novamente no chão.

Ela está pulando e rodando na sua saia de babadinhos cor de rosa. A meia-calça preta de lã está folgada e forma dobras ao redor dos seus joelhinhos. Seu casaco fofinho faz seus bracinhos ficarem mais afastados do seu corpo do que o normal. Uma tiara brilhante de cristais fecha o conjunto, presa à sua cabeça com uns 60 grampos colocados em todas as direções.

Ela deve ter uns 4 aninhos. É tão pequena, tão vulnerável. Mas ela não está preocupada com nada disso, cantando sobre baratinhas e aranhas, calçando sapato tipo boneca. Fico com os olhos marejados olhando para ela. Fico com os olhos marejados olhando o pai olhar para ela. Aos 4 anos, ela não faz ideia da importância que esse homem, seu caráter ou suas palavras terão na vida dela por muitos e muitos anos. Talvez nem ele mesmo saiba.

Então, para todos os papais de garotinhas que ainda não têm idade suficiente para expressar o que elas precisam de você, aqui está uma lista de coisas que nós gostaríamos que vocês soubessem:

1. A maneira que você me ama é a maneira em que vou amar a mim mesma.

2. Pergunte como estou me sentindo e ouça atentamente a minha resposta, pois preciso saber que você me valoriza antes de poder entender o meu real valor.

3. Eu aprendo a maneira em que devo ser tratada pela maneira que você trata a minha mãe, independente de você ser casado com ela ou não.

4. Se você estiver com raiva de mim, eu sinto, mesmo sem entender, então converse comigo.

5. Por favor, não fale de sexo como se fosse um garoto adolescente ou vou pensar que é algo nojento.

6. Quando você fala com um tom gentil, eu entendo bem melhor o que você está falando.

7. A maneira que você fala sobre o corpo feminino, mesmo que seja “só de brincadeira”, é o que eu vou achar do meu próprio corpo.

8. A forma que você trata o meu coração, é a forma em que vou permitir que ele seja tratado por outros.

9. Se você me incentiva a descobrir o que me faz feliz, é isso que eu sempre vou buscar.

10. Ensine-me a amar a arte, a ciência e a natureza e eu aprenderei que o intelecto é mais importante do que o tamanho do meu manequim.

11. Deixe-me falar exatamente o que eu quero, ainda que seja errado ou bobo, pois eu preciso saber que você aceita que eu tenha uma voz forte.

12. Quando eu ficar mais velha, se você se mostrar assustado em relação ao meu corpo em transformação, vou acreditar que existe algo de errado com ele.

13. Se você me tratar com carinho, eu aprenderei a abraçar a minha própria vulnerabilidade ao invés de ter medo dela.

14. Quando você me deixar te ajudar a consertar o carro e a pintar a casa, eu vou acreditar que sou capaz de fazer qualquer coisa que um menino também faz.

15. Quando você protege minha feminilidade, eu aprendo que tudo em mim vale a pena ser protegido.

16. A maneira como você trata o nosso cachorro, quando acha que eu não estou olhando, me diz mais sobre você do que praticamente qualquer outra coisa.

17. Não deixe que o dinheiro seja o mais importante, ou eu vou aprender a não respeitar nem o dinheiro, nem você.

18. Me abrace, segure e beije de todas as formas que um pai faz que são boas, puras e corretas. Preciso muito disso para entender o que é um toque saudável.

19. Por favor, não minta, porque eu acredito no que você diz.

20. Não evite as conversas difíceis, pois fazendo isso você me faz acreditar que não vale a pena lutar por mim.

Na verdade, não é complicado. Garotinhas simplesmente amam seus papais. De vez em quando, quando a sua filha estiver rodopiando com aquela saia de babadinhos, lembre que um dia ela vai crescer. O que você quer que ela saiba sobre os homens, a vida, o amor e ela mesma? O que você faz e diz agora vai afetar o resto da vida dela. Papais, nunca subestimem o impacto que as suas palavras ou ações tem nas suas filhas, não importa a idade que elas tenham.

Herança

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Recentemente meu avô foi surpreendido com uma nova batalha para sua coleção, UM CÂNCER.

Passados os primeiros devaneios desesperados, que acredito serem naturais a qualquer pessoa que ame demais seu avô, comecei a pensar sobre uma palavra: HERANÇA. Engraçado como alguns nós emocionais só são possíveis de atar quando você se torna Pai, não pelo motivo obvio de “estar mais maduro”, que nem sempre é uma verdade, mas sim por que essa inquietação começa a fazer parte da sua vida diariamente. O que estou deixando de HERANÇA?

Depois dos primeiros dias, comecei a pensar no meu avô todos os dias de manhã, durante meu trajeto para o trabalho. Achei maravilhosamente absurda a disparidade entre seus bens materiais e seu legado espiritual. Espiritual não no sentido religioso ou místico da palavra, mas no sentido de desconexão total com o material. Sim, meu avô construiu muito coisa com seu trabalho, sua dedicação, sua paixão por criar, consertar, mas comecei a pensar na grandeza do que ele construiu como um grande “gestor da família”.

E mais uma vez me deu um dos maiores exemplos que um homem poderia ter. EU QUERO CONSTRUIR ISSO, EU QUERO DEIXAR ESSA HERANÇA!

Diariamente tenho revivido inúmeros momentos que vivenciei com ele. Mas, diferentemente das outras vezes, consigo entender a importância da HERANÇA, a importância de cada palavra, ou silêncio. Lembro-me de tantas coisas que seria impossível escrevê-las, mas resolvi compartilhar algumas, para que eu nunca me esqueça delas.

Lembro das incansáveis horas no “quartinho dos fundos” martelando, furando, lixando, pintando, refazendo. E eu, como se fosse um chaveiro, grudado ao seu lado tentando aprender tudo que eu podia de como ele fazia aquelas coisas fantásticas. Mas eu não sabia o que realmente eu estava aprendendo. Ele estava me ensinando que na vida quando algo se quebra, você concerta. Ele me ensinou que a verdeira felicidade não é “poder comprar outra”, ou substituir, mas em ser produtivo, ser criativo, e no fim, se orgulhar do que fez.

Lembro de todas as cirurgias que minha avó precisou fazer. Achava curioso como ele fazia tanta questão de ficar com ela todos os momentos, sem exceção, dias e noites. Na época eu não entendia, acho que nem conseguiria. Mas sim, ele estava ensinando a todos os seus discípulos o que significa CUMPLICIDADE!

Lembro de uma vez, dentre várias, em que meus pais resolveram mudar de casa. Meu avô estava automaticamente escalado para os reparos de saída, antes de devolver o imóvel. Desta vez, o dono da casa por algum motivo que não me recordo, alegou que a pintura estava de uma cor diferente e que isso tinha sido feito de má fé. Lembro como se fosse ontem como aquele comentário o feriu. Ele comprou por conta própria todas as tintas novamente, e repintou a casa inteira. É, ele estava me ensinando o significado da INTEGRIDADE!

Lembro das vezes que dormia na casa dele. Toda noite, mesmo com o joelho quase que totalmente desfuncional e muito dolorido, ele se ajoelhava, e por muitos minutos ficava ali, rezando. Não sei bem no que ele acredita, porque acredita ou como acredita, não porque era um segredo, mas porque não importava. Você nunca iria vê-lo se exaltar, ou transformar sua crença num espetáculo por atenção. Ele me ensinou que eu não posso impor minha crença a ninguém, e, mais importante ainda, que eu não posso deixar ninguém impor a mim.  Ele me ensinou o RESPEITO!

Lembro dos momentos de desunião, quando a família se afastava. Somente a presença dele era o suficiente para que todas as diferenças caíssem por terra. Ele é uma figura tão forte que todos os seus argumentos viram rebeldias infantis perto dele. Ele é o denominador comum da família, e ele não ganhou esse posto, ele conquistou.

Ele me ensinou o que realmente significa ser FORTE!

Lembro que ele me ensinou a ser corintiano roxo!
Lembro que ele me ensinou que um exemplo vale mais que mil palavras!
Lembro que ele me ensinou que o silêncio diz MUITA COISA!
Lembro que ele me ensinou que a sua família é seu maior tesouro!
Lembro que ele me ensinou o que era um arrebite pop!
Lembro que ele me ensinou a pescar!
Lembro que ele mesmo construiu a minha primeira cadeirinha de bicicleta!
Lembro que ele me ensinou a lembrar do passado!
Por fim, lembro das NOITES DE NATAL!  Quem as viveu comigo sabe do que estou falando, pra quem não, só posso dizer uma coisa: ele nos ensinou a CONSTRUIR UMA FAMÍLIA!

Ao meu amado avô, Obrigado pela HERANÇA!

 

Thiago Chagas

Não Invalide

Não quero ouvir

Atualmente ouve-se muito falar da psicologia positiva, que é a área da psicologia voltada à motivar o ser humano, validando o que ele tem de melhor e o impulsionando a ser mais feliz.

No entanto é necessário entender como é o processo contrário à isto, que negativa a vida e processos emocionais das pessoas.

Assim como a Validação é essencialmente importante na vida do ser humano, o controle da INVALIDAÇÃO também é necessária para a saúde emocional e psíquica de todos. Quando se invalida alguém, você está tirando deste a capacidade de se sentir vencedor ou merecedor.

Existem muitas formas de invalidar alguém.

Invalida quando não reconhece o esforço;
Invalida quando não agradece um presente;
Invalida quando não faz questão de firmar a auto-estima com elogios, seja acerca da estética, da inteligência, da gentileza, do capricho, etc.
Invalida quando não se alegra com a doação que o outro o faz, seja de tempo, de dinheiro, de presentes ou de amor.
Invalida quando faz uma crítica sem amor. Sem antes pensar no mal que a crítica pode fazer àquela pessoa e na forma com a qual esta crítica deve ser feita.
Invalida quando se compara.
Invalida quando não oferece atenção à vida da pessoa. Quando não a percebe.
Invalida quando não se preocupa com seus sentimentos e os transgride o tempo todo.
Invalida quando se é intrusiva, quando não respeita.
Invalida quando precisa contar para os outros mentiras acerca do sucesso do seu filho.
Invalida quando não se preocupa com o sofrimento dele.

Não é incomum ver pais cometendo algum dos pecados mencionados acima. O problema maior ocorre quando a maioria deles são vividos e inseridos na convivência.
Para uma criança, isto pode se tornar a mensagem clara de que ela não tem valor.

Um bebê nasce como uma memória de computador vazia. O meio e as experiências vividas vão inserindo nele as informações acerca do mundo, dos outros e principalmente de si mesmo.

Como deve se sentir um adulto, que por toda a infância não obtinha o reconhecimento do que fazia? Toda ação era criticada, por vezes na frente dos outros (o que é ainda pior), ou simplesmente não era percebida. Aquele desenho, aquela pirueta ou aquela palavra nova que aprendeu a dizer, que deveria ser reconhecido e aplaudido, foi meramente “não notado”.
Que experiência de sucesso esta pessoa teve para confirmar ou inserir em seu inconsciente, a validação de que faz algo bem? Pais exigentes demais, ou críticos sem amor, passam a mensagem de fracasso.

Que sensação de respeito, de ser respeitada, uma pessoa adulta terá quando teve em sua infância seus segredos contados aos outros, suas vergonhas expostas, seu diário lido sem autorização, sua intimidade não respeitada? Pais intrusivos ensinam falta de respeito.

Que auto-estima terá um adulto que quando criança era sempre comparada ao amigo mais bonito, aos primos mais magros (ou mais gordos), ao vizinho mais inteligente? Que auto-estima deve ter o adulto, que quando criança nunca foi chamado de “Princesa/ Príncipe  ou simplesmente nunca teve seus traços físicos ou intelectuais elogiados verdadeiramente, com amor. Para os pais, os filhos são sempre lindos e perfeitos, basta um coração livre para reconhecê-los. Pais egocêntricos geram filhos Mal Amados.

Que motivação em ser gentil, deve ter um adulto que por toda a infância não recebeu agradecimento pelos presentes que comprou, pelas surpresas que fez, pelo gesto carinhoso que exerceu? Pais mal agradecidos geram filhos egoístas.

Como pode se sentir seguro, o adulto que na infância não teve suas necessidades satisfeitas. Quando se machucava e chorava era chamado de covarde, quando levava um sustos e tinha medo, era julgado de fraco, ou quando estava carente e precisando de carinho, era tachado de “fresco”? Quando as necessidades básicas de segurança e afeto, que são traduzidas em Amor, não foram sanadas, a criança tende a ser ansiosa e insegura. Pais cruéis geram filhos medrosos.

Como será o emocional de um adulto que quando criança, ao ser identificado traços de homossexualidade, obteve rigidez, distanciamento e opressão dos pais?  Diversos fatores influenciam na orientação sexual de uma pessoa, dentre eles a própria relação vivida entre mãe/pai e filho.  Acredita-se que o desejo da mãe acerca do sexo do bebê, tenha influência em sua orientação sexual, pois desde sua criação foi desejado como tal e há inconscientemente o desejo em satisfazer os desejos da mãe para ser aceito e amado. Bem como quando o cuidador do mesmo sexo é agressivo e opressor com a criança, mas amoroso e delicado com o cuidador do sexo oposto, passando a mensagem que é preciso ser mulher ou homem para ser aceito e amado.
Não obstante à isso, o fato é que independente das razões, sejam genéticas ou influenciadas pelo meio, a criança precisa e deseja ser amada, respeitada, aceita e amparada como qualquer outra.   E sem dúvidas sofrerá as consequências da falta disso.  Muitas vezes esta consequência pode ser a experiência de viver uma vida toda na busca da aceitação das pessoas, seja tentando provar o próprio sucesso, seja aceitando condições extremas nas relações, seja estando sempre em estado de alerta cheio de defesas contra a não aceitação de alguém ou vivendo dentro de um casulo sem se arriscar a ser negado.  Não é simples entender o quanto você foi amado, quando obteve uma mensagem diferente desta na infância por imaturidade dos pais.  Pais preconceitusos criam filhos que não se aceitam.

Que sentimento de valor próprio terá o adulto que quando criança ouvia seu pai/mãe contando mentiras acerca dos seus sucessos? A criança tira notas boas, mas os pais dizem que é o melhor aluno da classe. A criança foi selecionada para uma apresentação, mas os pais saem contando que foi o ator principal. A mensagem clara que esta criança recebe é que aquilo que ela realmente é, não satisfaz os pais. Não é bom o suficiente. Ao invés de dizer que era o ator principal, a atitude de reconhecimento e motivação seria falar da alegria e orgulho pelo filho ter sido escolhido. Do orgulho pelas notas do filho, mesmo motivando-o a ainda melhorá-las. Pais inseguros, geram filhos ainda mais inseguros.

Fatalmente qualquer pai/mãe poderá ferir um dos itens que equilibram as emoções de uma criança. Torna-se um problema quando as atitudes tornam-se um padrão, podendo gerar consequências ruins na vida desta criança que terá, mais tarde, que colher os frutos destas experiências. Como adulto, enfrentará as relações, o trabalho, seus próprios filhos, porém com a bagagem emocional cheia de sequelas.

Este adulto pode reequilibrar as emoções estando disposto a viver um processo terapêutico, onde pontuará os sofrimentos vividos, perceberá o estrago causado, viverá os ódios necessários e se reorganizará. No entanto, penso que a maior perda em tudo isso, é na distância emocional experimentada entre pai/mãe e filho. Para isto não existe reparo.
Independente se o filho se deu bem na vida porque obteve suporte emocional através de outras figuras importantes na educação, ou se foi em busca de outras soluções emocionais para o vazio experimentado, o que não foi construído nesse tempo, talvez não o seja mais.
Penso que isto deve ser desastroso no coração de um pai/mãe que vir a perceber isso apenas quando sua criança se tornar um adulto.

Que esta seja uma suficiente razão para que pais e mães possam rever suas relações com os filhos.

O mais assustador, é que a maioria dos pais não percebem que estão errando. Criam razões convincentes para se enganarem de que estão fazendo a coisa certa, ou simplesmente nem pensam nisso. Agem simplesmente como aprenderam.
Por isso MATERNIZAR / PATERNIZAR é essencial. Instigue-se mesmo. Queria se descobrir, se entender e se curar. Você aprendeu, por algum motivo, a ser assim, então se quiser, pode aprender a ser diferente.

Vale uma dica: Quando pensar em validar e houver um incômodo emocional que o impede de fazê-lo… É aí que está aquilo que precisa conhecer e trabalhar acerca de si mesmo.

Vale a pena o esforço para estreitar o vínculo que vocês construirão. Vale a pena para fazer do seu filho um ser humano saudável e feliz. E mais que isso, vale a pena porque você será muito mais feliz.

Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar.
A Validação permite que as pessoas sejam aceitas pelo que realmente são e graças à isto, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para serem felizes e muitas vezes serão aquilo que esperamos delas.

Por isso elogie, agradeça, respeite, acalente, dê carinho, esteja presente, AME.     VALIDE!!!

Isso faz bem aos outros e faz Muito Bem à Você.

Alessandra Sassá

O Amor que não morre

Na véspera do aniversário de 1 ano da minha filha, parei para refletir acerca do meu aniversário de 1 ano e toda a emoção envolvida nele.

Parei para pensar nos dias que antecederam minha festinha e no amor envolvido em tudo.

E não pude deixar de identificar em quantas coisas sou parecida com a minha mãe e quantas coisas ela me ensinou.

Me ensinou a dançar fazendo interpretação de personagens;
Me ensinou a escrever, alegando que se eu eu não parasse naquele momento para aprender, não iria mais brincar na rua;
Me ensinou a organizar e limpar as minhas coisas alegando que precisava da minha ajuda e fazia também uma troca do trabalho por balas (Rsss);
Me ensinou a ser divertida porque era a pessoa mais bem humorada do meu convívio;
Me ensinou a ser independente quando com 6 anos me pedia para ir comprar pão e ovos sozinha. Ela me deu autonomia;
Me ensinou o afeto quando milhares de vezes me fez cafuné até dormir. Ela me aconchegou;
Me ensinou a ser livre quando me deixou brincar na rua, mas sabendo que eu tinha para onde voltar após um simples e alto assovio dado do portão de casa.;
Ela me ensinou a me sentir segura quando se despediu de mim no meu primeiro dia da escola, mas voltou no final do dia;
Me ensinou a me sentir querida, quando planejou a melhor festa surpresa da minha vida, com um bolo feito por ela e 5 amiguinhos no quintal e casa;
Me ensinou a ser forte quando criou, e de forma maravilhosa, 3 filhos longe da família.
É minha maior referência de amor ao esposo, pois Amou, Amou e simplesmente Amou;
Foi a segunda maior cozinheira (a primeira é minha madrinha) que já conheci;
Me motivou quando esteve presente orgulhosa às minhas apresentações da escola e recitais. Ela ainda fazia questão de me fazer recitar para todo mundo;
Ela é minha referência e quero muito aprender, a viver do necessário, quando dependia do dinheiro do esposo para tudo e estava sempre Linda. (1 chicletes durava semanas, porque era um pedacinho de cada vez, e o resto ficava na geladeira para outro dia Rssss);
Me ensinou acerca de sabedoria quando escolheu meus padrinhos para me batizar. Foi uma escolha orientada por Deus.
Ela me ensinou a perdoar…. Como ela perdoou;
Ela me ensinou a Amar, simplesmente porque eu me senti amada demais. Talvez ela soubesse que teríamos pouco tempo e fez valer a pena;
Ela só não me ensinou a dizer Adeus. Eu não consegui dizer e nem vou fazê-lo.  Ainda estarei com ela denovo para partilhar tantas coisas acerca de ser mãe, para agradecê-la por tudo, para contar o quanto ela fez falta e por vezes absurdamente, em determinados momentos da minha Vida. Para sentir seu cheirinho denovo e elogiar as unhas mais bem cuidadas que eu já vi. Para agradecer por não ter sido egoísta e ter tido mais filhos, porque eu não teria tido estrutura nenhuma sem os meus dois irmãos. Para dizer que a qualidade de tempo e amor que ela me deu foram MUITO mais que suficientemente bons, mas foram bases para toda a minha Vida.
Com certeza ela me ensinou a ser mãe. Se eu não tivesse sido amada, pouco provável que eu amasse tanto a minha filha.  Falta muito para eu ser a mulher que ela era.  Mas existe uma referência .. e o mais interessante é que quanto mais me descubro e me resolvo, mais vou percebendo que quero ser uma mãe e mulher como ela.

Sem dúvida ela vai estar muito presente amanhã na festinha.  Infelizmente só no meu coração, mas em todo momento vou me recordar da minha festinha de 1 ano que foi no mesmo lugar e com o mesmo amor.

Seria muito bom se ela estivesse lá.

Ainda vou contar à ela como foi tão especial quanto a minha.  Simplesmente porque envolvia mais que qualquer outra coisa… MUITO AMOR.

Seria maravilhoso se ela estivesse lá.

Alessandra Sassá

Perdas Necessárias

Você já parou para pensar nas situações de convívio as quais você sente uma angustia sem conseguir identificar a origem? Já se sentiu preso a uma dinâmica onde você é obrigado, mesmo que inconscientemente a agradar alguém?

No decorrer da nossa história experimentamos diversas relações. Há aquelas superficiais, no sentido de não ter formação de vinculo afetivo, há as que matemos por nos fazer muito bem, há as que já não existem mais e há também as que precisam ser trabalhadas.

Dentro da família, quando ainda criança, somos moldados e influenciados acerca das dinâmicas já existentes na casa e a partir daí, construímos nossa forma de ver a vida, de enfrentar os problemas e de definir aquilo que muitas vezes é chamado de “Personalidade”.

As pessoas com as quais estabelecemos vínculos profundos são as que mais influenciam na formação da nossa conduta e características emocionais. E se houver alguma disfunção, por menor e mais imperceptível que seja, ela irá trazer consequências em nossa vida adulta.

Há vínculos que nos escravizam, tornando-nos reféns de uma dinâmica de imposições não verbalizadas, dívidas subjetivas, culpas desnecessárias, enfim, há vínculos que trazem ansiedade e sofrimento e que precisam ser trabalhados.

Podemos estar sofrendo os sintomas dessa relação disfuncional, sem percebê-los, pois temos o costume de romantizar algumas relações, nos cobrando a obrigatoriedade de fazer o outro feliz e de se sentir feliz com este convívio.

Descobrir que algumas dinâmicas dos vínculos vividos estão na verdade nos escravizando, ao invés de nos transmitir vida ou segurança como imaginávamos, é um processo extremamente doloroso, mas que nos permite entender as motivações de muitas das nossas escolhas bem como o gatilho de muitas das nossas angústias. É libertador.

Na grande maioria das vezes, há muito amor envolvido. Seja daquele que escraviza, quanto do escravizado. Porém, sutilmente e quase imperceptível é adotado uma dinâmica incoerente.

Deixar de fazer parte disto, é um passo importantíssimo para o crescimento e liberdade emocional. Há casos em que o rompimento da relação é necessário, em outros a pessoa relacionada jamais deixará de ser importante e especial, porém a relação deverá sofrer apenas algumas mudanças para que a vida seja mais plena e feliz.

A partir daí, tudo vai tendo outra direção. Com o coração livre você se torna mais forte e mais feliz, pois deixa de ser sabotado pela dependência emocional e aprende a se defender das atitudes muitas vezes manipuladoras.  As dívidas subjetivas vão deixando de existir, as culpas também, você passa a ter liberdade de escolha.

As relações saudáveis existem quando existe uma troca real. Existe apoio, amizade, interesse e um colinho no momento que mais precisa de uma força. Não deve haver atitudes manipuladoras e opressoras, nem disputa ou desqualificação, mas pessoas que se querem bem, que explicam sentimentos, que se comunicam e se respeitam. Pessoas que não se culpam.

Esta troca equilibrada entre ceder e requisitar, dar e receber afeto e atenção nos aproxima de modo saudável das pessoas que nos cercam sem corrermos o risco de criar vínculos destrutivos.

Se há um desiquilíbrio nesta troca, este vínculo precisa ser reavaliado. As emoções estudadas e levadas a sério pois corre-se o risco de desperdiçar uma vida toda gastando energia com sentimentos que não te constroem e por vezes te desqualificam.

Esteja sempre atento aos vínculos que você cria, aos que deve trabalhar e àqueles que você deve abandonar.

Afinal, viver é uma arte que precisamos desenvolver dia a dia, sendo fiel às emoções, buscando desvendá-las, eliminando o que faz mal, colocando limites e Sendo Muito Feliz.

Alessandra Sassá

Tirando proveito das Diferenças

Tendo alguém tão diferente ao nosso lado, temos a oportunidade de rever tudo aquilo que em nós é desajustado. E com o decorrer do tempo, vamos conseguindo tocar na verdade das Muitas coisas que em nós precisa ser lapidado.

Personalidade, Temperamento, Traumas, Aprendizagens, etc. Tudo isso faz de nós quem somos e determina como agimos diante das circunstâncias.

Alguém que tenha crescido na presença de pais que brigavam muito pode se tornar um adulto que não se abre a conversas pelo receio de se transformar em uma briga , como pode ter a postura de brigar insistentemente por qualquer coisa.

Da mesma forma se alguém cresceu em um lar onde não era permitido expor opiniões e desejos, seja por ter tido pais opressores ou pais manipuladores, tendencialmente será um adulto que se cala na tentativa de conversar pois não expões as verdadeiras emoções ou pode se tornar alguém que mente para não decepcionar. Mente para agradar. Pois expor um sentimento, quando vai em desacordo com a expectativa do outro, traz o medo da culpa ou da agressão (física, moral ou psicológica).

Apesar de parecerem situações corriqueiras, as emoções citadas acima estão presentes em Muitos dos lares, sem que tomemos consciência deles e impactuam a qualidade das nossas relações sem que percebamos.

Derrepente bate a vontade de se separar e muitas vezes nasce no coração uma grande dúvida se ainda existe Amor.

O autoconhecimento que permite tornar consciente essas emoções é algo essencial para a saúde do relacionamento, bem como para a nossa maior satisfação pessoal. E o casamento é uma ferramenta Maravilhosa para que possamos perceber, entender e mudar nossas posturas primárias que muitas vezes não fazem bem nem a Nós mesmos.

Não se trata apenas de melhorar para o outro, mas de melhorar para Nós mesmos.

E a beleza está na diferença!  Seria estagnante, paralisante e Chato se casar com alguém igual a você. É tão importante  discutir idéias, posturas e sentimentos. Da mesma forma que é tão interessante descobrir exageros, fantasmas, neuroses, e manias. E é, sem sombra de dúvidas, prazeroso demais desvendar atitudes e reconhecer o erro.

Aí está um grande passo para o sucesso de uma relação. Perceber que uma crítica não é uma ofensa, mas um ótimo material para se trabalhar em conjunto, faz com que cada um se torne responsável pelo outro. Existe algo a ser trabalhado. Vamos Juntos! Amar é uma atitude que diz: “Sou casado com você e escolho lutar por seus interesses”.

Daí nasce a cumplicidade, a confiança, pais saudáveis e nasce também filhos saudáveis. Daí nasce o CASAMENTO. E em alguns casos é somente depois dessa decisão de construir algo maior, que nasce também o amor.

Esse compromisso mútuo exige honestidade emocional e respeito com o “sagrado” que é partilhado pelo outro.

E à cada dia, se aventurando nesse caminho que é SE CONHECER, vamos experimentando a preciosidade do outro e a riqueza da união.   Será praticamente impossível deixar de amar.

AMO DEMAIS ESSA VOCAÇÃO.

Alessandra Sassá

O Poder da Fidelidade

Na sombra da incerteza depositamos uma postura que transforma nosso relacionamento, tornando-nos Seguros.

Fidelidade exige, além de um “Bom Berço”, uma disposição interna de se doar pelo relacionamento, mesmo na insegurança de estar caminhando só. É após essa primeira decisão, a de ser fiel, que a relação inicia seu processo de maturidade.

É capaz de ser fiel aquele que entendeu o propósito.  Pois quando há amor, duas pessoas por mais diferentes que sejam, elaboram as diferenças e olham para o mesmo sentido, pois buscam o mesmo fim.

A fidelidade é fruto do interesse, sendo assim, só o vive quem quer construir algo maior, quem está disposto a criar um forte vínculo, quem vê no outro alguém capaz de o completar, quem espera adquirir um grande cúmplice, quem busca alguém que lhe construa e fortaleça, que “mate os seus fantasmas”, alguém que lhe dê segurança e liberdade, lhe dê prazer, alguém que lhe faça VIVER. Mas principalmente, é capaz de ser fiel aquele que quer ser tudo isso para o outro, pois Fidelidade é sinal de entrega.  ENTREGUE-SE sem medo!

Alessandra Sassá